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Ficha de Unidade Curricular

História Temática da Música em Portugal

Unidade Curricular Obrigatória — 1.º Ano — 5 ECTS

Designação da unidade curricular:
História Temática da Música em Portugal

Sigla da área científica em que se insere:
Mus

Duração (anual, semestral ou trimestral):
Anual

Horas de trabalho (número total de horas de trabalho):
130.0

Horas de contacto:
Presencial (P) - TP-15.0; PL-15.0

% Horas de contacto a distância:
0.00%

Créditos ECTS:
5.0

Docente responsável e respetiva carga letiva na Unidade Curricular:
Eugénio Amorim - 9.0h

Outros docentes e respetivas cargas letivas na unidade curricular:

  • Ana Maria Liberal - 3.0h
  • António Salgado - 3.0h
  • Daniel Moreira - 3.0h
  • Hugo Soeiro Sanches - 3.0h
  • Nuno Pinto - 3.0h
  • Pedro Sousa Silva - 3.0h
  • Rui Penha - 3.0h

Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes):

1. Compreender a evolução da música em Portugal através de uma abordagem temática, em vez de uma cronologia linear.

2. Explorar as dimensões culturais, sociais, estilísticas e técnicas da música portuguesa, destacando aspetos únicos de diferentes épocas e contextos.

3. Analisar a trajetória da música em Portugal, desde as raízes medievais até as práticas contemporâneas, identificando géneros, compositores e influências ao longo dos séculos.

4. Investigar o papel da música na formação da identidade cultural portuguesa, avaliando a sua relevância histórica e social.

5. Integrar a prática artística como ferramenta essencial para a investigação e compreensão do legado musical, promovendo a reflexão crítica e a criação.

6. Fortalecer o diálogo entre prática e teoria, incentivando a interpretação, a performance e a pesquisa como elementos complementares no estudo da música em Portugal.

Conteúdos programáticos:

1. A Música Medieval e a Polifonia Estudo do papel de mosteiros e catedrais no desenvolvimento da música sacra (ex.: Escola de Évora; Santa Cruz de Coimbra), no contexto da formação da identidade cultural portuguesa. 2. A Música dos Descobrimentos Como os Descobrimentos influenciaram a prática e a composição musical, incluindo trocas com culturas de África, Ásia e América. 3. O Fado e a Identidade Nacional Investigação do fado como género central da música popular portuguesa e património cultural imaterial da humanidade. 4. A ópera em Portugal: um universo ainda por explorar Portugal possui uma história ainda pouco conhecida no domínio da ópera, que merece ser investigada, valorizada e amplamente divulgada. 5. Modernismo e Vanguardas Compositores do século XX, alguns dos quais se conectaram às tendências musicais europeias. 6. O movimento pós-modernista: os compositores na atualidade Compositores do século XX e XXI, que se integram nas práticas contemporâneas previstas nos objetivos.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos alinham-se com os objetivos de aprendizagem, integrando investigação, reflexão crítica e prática artística.

1. Música Medieval e Polifonia - Analisa características estilísticas e o papel das instituições religiosas na identidade musical portuguesa.

2. Música dos Descobrimentos - Explora trocas musicais entre Portugal, África, Ásia e América.

3. Fado e Identidade Nacional - Investiga o fado como género central da música popular e símbolo cultural.

4. Ópera em Portugal - Estuda a tradição operática portuguesa e a sua valorização crítica.

5. Modernismo e Vanguardas - Examina a relação dos compositores portugueses com tendências europeias do século XX.

6. Pós-modernismo e Contemporaneidade - Contextualiza a produção musical recente e suas práticas.

A prática artística é transversal e aprofundada nos laboratórios performativos, garantindo a aplicação dos conhecimentos adquiridos.

Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico:

A unidade curricular História Temática da Música em Portugal está estruturada em conformidade com o modelo pedagógico do DocMus.pt, integrando teoria, prática e reflexão crítica para garantir uma aprendizagem abrangente e contextualizada. Ministrada em sessões teórico- práticas e de prática laboratorial, esta abordagem assegura uma articulação eficaz entre a investigação musicológica e a prática interpretativa, promovendo a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento de competências essenciais à pesquisa artística através da prática.

As sessões teórico-práticas proporcionam um enquadramento histórico aprofundado, analisando fontes documentais, partituras e registos sonoros para compreender as transformações estéticas, culturais e sociais da música portuguesa. Cada sessão destaca a circulação musical e as influências externas, permitindo aos estudantes situar repertórios e práticas no contexto das dinâmicas culturais europeias e globais. O estudo crítico de textos musicológicos e documentos históricos favorece uma compreensão informada da evolução do repertório nacional, em linha com a dimensão analítica do modelo pedagógico do programa.

Os laboratórios performativos criam um espaço de experimentação prática, onde os estudantes podem explorar repertórios estudados nas sessões teóricas. A recriação musical fundamenta-se na análise de fontes primárias e edições críticas, promovendo práticas historicamente informadas. O trabalho colaborativo nestes laboratórios fomenta o pensamento crítico e a experimentação criativa, alinhando-se com a centralidade da pesquisa artística através da prática no DocMus.pt.

A metodologia adotada estimula a aprendizagem ativa, favorecendo a interação entre análise histórica e performance. As audições comentadas incentivam a escuta crítica e a interpretação expressiva dos repertórios, enquanto o contacto direto com fac-símiles e transcrições reforça a fundamentação histórica da prática interpretativa. Além disso, a interdisciplinaridade estabelece conexões entre a história da música, literatura, artes visuais e estudos culturais, ampliando a perceção do impacto da música na identidade cultural portuguesa e consolidando a interação com outros domínios artísticos e científicos, conforme preconizado pelo modelo pedagógico.

Esta abordagem assegura que os estudantes desenvolvem um conhecimento sólido sobre a história da música em Portugal, adquirindo competências técnicas e analíticas fundamentais para a investigação e a prática musical. O equilíbrio entre teoria e prática, investigação e experimentação, integra-se na lógica do DocMus.pt, preparando os doutorandos para a articulação entre conhecimento histórico, criação artística e comunicação dos resultados da pesquisa.

Avaliação:

Os estudantes poderão optar por uma das seguintes modalidades:

1. Trabalho escrito (cerca de 1500 palavras), no qual desenvolvem uma investigação aprofundada sobre um tema à sua escolha dentro do universo do PMP, fundamentando a sua abordagem em fontes históricas, análise musicológica e enquadramento crítico. 2. Projeto performativo (10-20 minutos), individual ou coletivo, explorando uma obra ou conjunto de obras do PMP. O projeto pode articular-se com estudantes da licenciatura e do mestrado da ESMAE, promovendo a colaboração entre diferentes níveis de formação. 3. Composição original (5-10 minutos), baseada em repertórios do PMP, incentivando a criação contemporânea informada por práticas históricas e contextos estilísticos específicos. 4. Produção áudio ou audiovisual (5-10 minutos), centrada numa obra ou conjunto de obras do PMP, explorando novas abordagens interpretativas, documentais ou criativas.

Até 31 de maio, os doutorandos apresentarão os seus trabalhos, seguidos de uma sessão de 15 minutos de perguntas e respostas. A avaliação será dividida em dois momentos:

Avaliação qualitativa, realizada pelos colegas da unidade curricular, incentivando a troca de ideias, o desenvolvimento do pensamento crítico e a capacidade de fornecer e receber feedback construtivo. Avaliação quantitativa, realizada por três docentes do doutoramento, com base nos seguintes critérios: - Rigor académico e fundamentação teórica (para trabalhos escritos e projetos investigativos) - Qualidade técnica e artística (para performances, composições e produções audiovisuais) - Coerência metodológica e criatividade - Capacidade de reflexão crítica e contextualização - Clareza e organização da apresentação

Este processo visa simular o modelo de revisão por pares, preparando os doutorandos para a defesa do trabalho final de doutoramento. No final do ano, cada estudante receberá feedback detalhado dos docentes, destacando os pontos fortes e identificando aspetos a melhorar, reforçando a componente formativa e reflexiva desta avaliação.

Os alunos que não obtenham aproveitamento na avaliação podem submeter uma nova versão da tarefa até 30 de junho.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias de ensino e avaliação da unidade curricular História Temática da Música em Portugal estão alinhadas com os seus objetivos de aprendizagem, articulando investigação, prática artística e reflexão crítica. Ministrada em sessões teórico-práticas e de prática laboratorial, assegura um equilíbrio entre contextualização histórica e aplicação interpretativa, promovendo a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento de competências essenciais para a pesquisa artística.

Ao centrar-se em conteúdos temáticos, a unidade curricular permite uma abordagem aprofundada e crítica da música em Portugal, evitando uma perspetiva meramente cronológica e incentivando a análise transversal de períodos, géneros e práticas musicais. O estudo de caso e a resolução de problemas favorecem a reflexão sobre circulação musical, influências externas e impacto cultural. A análise de fontes documentais, partituras e registos sonoros é complementada por audições comentadas e contacto com fac-símiles e transcrições, reforçando a fundamentação histórica da interpretação musical.

Os laboratórios performativos possibilitam a aplicação de metodologias de interpretação historicamente informada. A recriação de repertórios baseia-se na análise de fontes primárias e edições críticas, incentivando a interação entre pesquisa e performance. Esta dinâmica fomenta a interdisciplinaridade, estabelecendo conexões entre música, literatura, artes visuais e estudos culturais.

A avaliação reforça a autonomia e a capacidade crítica dos estudantes. A diversidade de modalidades – trabalhos escritos, projetos performativos, composições e produções audiovisuais – permite adaptar a investigação ao perfil de cada doutorando, alinhando-se com a valorização da prática artística como ferramenta de pesquisa.

Até 31 de maio, os doutorandos apresentam os seus trabalhos, seguidos de uma sessão de perguntas e respostas, simulando o processo de revisão por pares e preparando-os para a defesa final. A avaliação qualitativa, realizada pelos colegas, incentiva o feedback e a reflexão crítica, enquanto a avaliação quantitativa, conduzida por três docentes, assegura rigor e coerência metodológica.

O alinhamento entre metodologias de ensino, avaliação e objetivos de aprendizagem assegura um conhecimento aprofundado da música em Portugal, beneficiando da estrutura temática da unidade curricular. Esta organização permite uma investigação detalhada sobre repertórios e práticas específicas, promovendo uma visão interligada dos fenómenos musicais. O modelo pedagógico do DocMus.pt assenta na interação entre pesquisa, experimentação e comunicação de resultados, garantindo que os doutorandos consolidam a articulação entre conhecimento histórico, prática interpretativa e produção artística.

Bibliografia de consulta/existência obrigatória:

Alvarenga, J. P., & Ferreira, M. P. (Eds.). (2003). New Music, 1400–1600: Papers from an International Colloquium on the Theory, Authorship and Transmission of Music in the Age of the Renaissance. Casa do Sul. Brito, M. C. de. (1989). Opera in Portugal in the eighteenth century. Cambridge University Press. Castelo-Branco, S. e.-S. (Ed.). (2012). Enciclopédia da música em Portugal no século XX. Temas e Debates. Cymbron, L., & Brito, M. C. (1992). História da música portuguesa. Universidade Aberta. Ferreira, M. P. (Coord.). (2009). Antologia de música em Portugal na Idade Média e no Renascimento. Artes das Musas. Ferreira, M. P. (Ed.). (2016). Musical exchanges, 1100–1650: Iberian connections. Reichenberger/Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical. Nery, R. V. (2004). Para uma história do fado. Público / Corda Seca. Vieira de Carvalho, M. (2017). Lopes-Graça e a modernidade musical. Guerra & Paz.

Observações:

[sem resposta]

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