DocMus.pt

Ficha de Unidade Curricular

Prática Interpretativa (Unidade Curricular Opcional)

Unidade Curricular Opcional — 1.º Ano

Designação da unidade curricular:
Prática Interpretativa (Unidade Curricular Opcional)

Sigla da área científica em que se insere:
Mus

Duração (anual, semestral ou trimestral):
Anual

Horas de trabalho (número total de horas de trabalho):
260.0

Horas de contacto:
Presencial (P) - TP-0.0; PL-15.0

% Horas de contacto a distância:
0.00%

Créditos ECTS:
10.0

Docente responsável e respetiva carga letiva na Unidade Curricular:
Pedro Sousa Silva - 6.0h

Outros docentes e respetivas cargas letivas na unidade curricular:

  • António Augusto Aguiar - 4.0h
  • António Salgado - 4.0h
  • Eugénio Amorim - 4.0h
  • Hugo Soeiro Sanches - 4.0h
  • José Parra - 4.0h
  • Nuno Pinto - 4.0h

Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes):

O1 Assistir os alunos de áreas performativas (instrumentistas, cantores) no desenvolvimento de competências específicas para a execução dos seus projectos artísticos. O2 Preparação e apresentação pública de um projeto final. O2 Desenvolver e dominar competências técnicas e interpretativas que permitam a obtenção de resultados de nível profissional. O3 Ampliar o universo estético-performativo e conceptual do artista enquanto performer. O4 Estimular, através da prática, a experimentação, análise e reflexão em torno do processo criativo, com impacto no projeto artístico a desenvolver.

Conteúdos programáticos:

P1 - Estilos e práticas interpretativas em diferentes contextos históricos e culturais. P2 - Conhecimentos e capacidades técnicas interpretativas específicas para cada instrumento ou voz. P3 - Técnicas e formas de criação e interpretação musical. P4 – Metodos de trabalho individual e colaborativo adequados à natureza de cada projeto artístico a desenvolver. P5 – Estratégias para a antecipação de problemas e resolução de problemas inesperados.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A correspondência entre os conteúdos programáticos e os objetivos de aprendizagem é assegurada pela estruturação dos temas abordados, garantindo a sua aplicação directa no desenvolvimento das competências performativas dos estudantes. O estudo dos estilos e práticas interpretativas (P1) permite consolidar a base artística necessária para a execução dos projetos (O1). O aprofundamento das capacidades técnicas específicas (P2) contribui para o domínio interpretativo e a preparação da performance pública (O1, O2). A exploração de técnicas de criação e interpretação musical (P3) alarga a visão estética e conceptual do performer (O1, O3). O estudo de metodologias de trabalho individuais e colaborativas (P4) estimula a experimentação e a reflexão crítica sobre o processo criativo (O1, O4). Assim, os conteúdos programáticos sustentam um percurso pedagógico coerente, permitindo uma articulação eficaz entre conhecimento, prática e reflexão crítica.

Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico:

As metodologias de ensino e aprendizagem desta unidade curricular estão alinhadas com o modelo pedagógico do programa, que privilegia a prática laboratorial como eixo central da formação. O ensino combina experimentação, reflexão crítica e aperfeiçoamento técnico, promovendo a autonomia do performer no desenvolvimento do seu projeto artístico.

Método: ensino por imersão - Estratégia - Participação em master classes e workshops com artistas convidados - Ferramentas - Sessões práticas, demonstrações ao vivo, debates moderados sobre estratégias interpretativas - O contacto direto com especialistas permite aos estudantes explorar diferentes abordagens performativas e desenvolver consciência crítica sobre a prática interpretativa

Método: aprendizagem baseada na prática - Estratégia - Desenvolvimento de projetos performativos individuais e colaborativos - Ferramentas - Ensaios supervisionados, gravações experimentais, análise comparativa de execuções musicais - Os estudantes aplicam conhecimentos técnicos e estilísticos na construção da sua performance, testando soluções interpretativas e metodológicas

Método: investigação artística aplicada - Estratégia - Reflexão sobre o processo performativo e experimentação de novas abordagens interpretativas - Ferramentas - Registo de ensaios, análise de performances, uso de tecnologias de apoio à prática musical - A experimentação laboratorial incentiva a integração de elementos teóricos e técnicos na performance, promovendo um processo investigativo contínuo

Método: ensino colaborativo - Estratégia - Troca de experiências e feedback entre estudantes e docentes - Ferramentas - Sessões de partilha de repertório, discussão de desafios performativos, simulação de contextos profissionais - A colaboração entre performers proporciona um ambiente de aprendizagem rico, estimulando a capacidade de adaptação e comunicação artística

Método: aprendizagem baseada em problemas - Estratégia - Identificação e resolução de desafios interpretativos e técnicos - Ferramentas - Análise de dificuldades em execução, simulação de soluções para imprevistos na performance - O desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas fortalece a autonomia do performer e a sua preparação para desafios profissionais

Estas metodologias garantem um percurso formativo sólido, permitindo que os estudantes consolidem a sua identidade artística e desenvolvam competências essenciais para a prática performativa a nível profissional.

Avaliação:

Os estudantes podem optar entre três formatos de avaliação, conforme a natureza do seu projeto performativo e os seus interesses de investigação.

Recital ao vivo – Apresentação pública de um recital com aproximadamente 60 minutos de duração, com repertório à escolha do doutorando. Após a performance, o estudante realiza uma apresentação oral de 15 minutos, justificando a seleção do repertório em função dos seus interesses de pesquisa e das opções interpretativas adotadas.

Gravação áudio – Produção e entrega de uma gravação áudio com cerca de 60 minutos, igualmente com repertório escolhido pelo doutorando. A gravação deve ser acompanhada por um texto analítico de 1000-1500 palavras, redigido no estilo de notas de programa de um CD booklet, contextualizando a interpretação e as escolhas musicais.

Documentário em vídeo – Criação de um vídeo com duração entre 30 e 45 minutos, apresentando um documentário sobre uma ou várias obras selecionadas pelo estudante. O vídeo deve explorar aspetos interpretativos, históricos e conceptuais, refletindo sobre o processo performativo e de investigação subjacente.

A avaliação decorre em duas etapas complementares. Numa primeira fase, é realizada uma autoavaliação qualitativa pelos próprios estudantes, permitindo uma reflexão crítica sobre o seu percurso e resultados artísticos. Numa segunda fase, a avaliação quantitativa é conduzida por um painel de três docentes, que analisam os aspetos técnicos, interpretativos e conceptuais do trabalho apresentado, assegurando um processo rigoroso e alinhado com os objetivos da unidade curricular.

Os alunos que não obtenham aproveitamento na avaliação podem submeter uma nova versão da tarefa até 30 de junho.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias de ensino e avaliação da UC Prática Performativa estão alinhadas com os objetivos de aprendizagem, promovendo um equilíbrio entre experimentação prática, aperfeiçoamento técnico e reflexão crítica. A estrutura do curso privilegia a prática laboratorial, assegurando que os estudantes desenvolvem competências interpretativas e criativas em contextos reais de performance.

O1, que visa assistir os estudantes no desenvolvimento de competências específicas para a execução dos seus projetos artísticos, é abordado através da aprendizagem baseada na prática. As master classes e workshops com artistas convidados (M1) oferecem oportunidades de aperfeiçoamento técnico e interpretativo, permitindo aos estudantes aplicar diretamente os conhecimentos adquiridos.

O2, que se centra na preparação e apresentação pública de um projeto final, é sustentado pelo ensino colaborativo (M2). A partilha de processos coletivos permite aos estudantes testar repertórios, discutir abordagens interpretativas e receber feedback em tempo real, consolidando a sua preparação para performances públicas.

O3, que promove a ampliação do universo estético-performativo e conceptual do performer, é abordado através da investigação artística aplicada (M3). Os workshops disciplinares incentivam os estudantes a explorar novas possibilidades interpretativas, experimentando diferentes abordagens estilísticas e contextos performativos.

O4, que estimula a experimentação, análise e reflexão sobre o processo criativo, é trabalhado através das residências artísticas (M4). Estas experiências imersivas proporcionam um ambiente propício para a exploração e desenvolvimento de uma linguagem artística própria, favorecendo a integração entre conhecimento técnico e expressão artística.

A avaliação está estruturada para refletir a diversidade de abordagens performativas da unidade curricular. Os estudantes podem optar por diferentes formatos de apresentação do seu projeto final, garantindo a adequação ao seu percurso artístico: • recital ao vivo - avalia diretamente a capacidade interpretativa, a solidez técnica e a presença de palco (O1, O2) • gravação áudio - enfatiza a atenção ao detalhe técnico e à produção sonora, exigindo um planeamento rigoroso da performance e interpretação (O2, O3) • documentário em vídeo - foca-se na reflexão sobre o processo criativo, na análise interpretativa e na comunicação artística (O3, O4)

A avaliação combina uma componente qualitativa, baseada na autoavaliação e na revisão por pares, e uma componente quantitativa, conduzida por um painel de três docentes. A revisão por pares desenvolve a capacidade crítica e de argumentação, enquanto a avaliação quantitativa assegura rigor e equidade na apreciação dos resultados. Desta forma, a unidade curricular garante um percurso formativo estruturado, permitindo que os estudantes consolidem a sua identidade artística e adquiram competências essenciais para a prática performativa a nível profissional.

Bibliografia de consulta/existência obrigatória:

Cook, N. (2018). Music as creative practice. Oxford University Press.

Coessens, K. (2018). To Submit or Not to Submit: Negotiating Artistic Research in the Academic World. In B. van Kerckhoven & W. Ysebaert (Eds.), Evaluating Art and Design Research (pp. 41-52). ASP.

Haynes, B. (2007). The End of Early Music: A Period Performer’s History of Music for the Twenty-First Century. Oxford University Press.

Rink, J., Gaunt, H., & Williamon, A. (Eds.). (2017). Musicians in the making: Pathways to creative performance. Oxford University Press.

Taruskin, R. (1995). Text and Act: Essays on Music and Performance. Oxford University Press.

Observações:

Esta UC destina-se a apoiar os doutorandos que pretendam realizar projetos na área da prática interpretativa. A UC requer o mínimo de 3 inscrições para funcionar. A seleção dos docentes para lecionar esta unidade curricular será feita com base no perfil dos estudantes.

↑ voltar ao Plano Curricular