Ficha de Unidade Curricular
Designação da unidade curricular:
Práticas Improvisacionais (Unidade Curricular Opcional)
Sigla da área científica em que se insere:
Mus
Duração (anual, semestral ou trimestral):
Anual
Horas de trabalho (número total de horas de trabalho):
260.0
Horas de contacto:
Presencial (P) - TP-0.0; PL-30.0
% Horas de contacto a distância:
0.00%
Créditos ECTS:
10.0
Docente responsável e respetiva carga letiva na Unidade Curricular:
António Augusto Aguiar - 10.0h
Outros docentes e respetivas cargas letivas na unidade curricular:
Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes):
O1 - Desenvolver e dominar competências técnicas e interpretativas ao nível da improvisação. O2 – Explorar conceitos fundamentais para a criação em tempo-real. O3 – Ampliar o universo estético-performativo e conceptual do performer. O4 – Experimentar a construção de uma comunicação artística através de pressupostos práticos e operatórios.
Conteúdos programáticos:
CP1 - Exploração de estilos e práticas de improvisação em diferentes contextos históricos e culturais. CP2 - Desenvolvimento de conhecimentos e capacidades técnicas de improvisação específicas para cada instrumento ou voz. CP3 - Exploração de diferentes formas de criação e interpretação musical através da prática de diversas formas de abertura. CP4 – Improvisação de propostas criativas exploratórias sobre constrangimentos externos com controlo do espaço, da memória, da forma e do tempo.
Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:
CP1, que explora estilos e práticas de improvisação em diferentes contextos, está ligado a O1, garantindo domínio técnico e interpretativo. O conhecimento das raízes culturais fornece uma base essencial para a improvisação.
CP2, focado no desenvolvimento técnico para cada instrumento ou voz, responde a O1 e O2, promovendo o aprimoramento técnico e a criação em tempo real, ampliando a fluidez improvisatória.
CP3, dedicado a formas diversas de criação e interpretação, relaciona-se a O1 e O3. O aprofundamento técnico sustenta O1, enquanto O3 expande o universo estético, favorecendo uma linguagem musical mais rica.
CP4, que trabalha propostas criativas dentro de constrangimentos controlados, atende a O1 e O4, consolidando competências técnicas e estimulando a experimentação artística.
A integração desses conteúdos assegura equilíbrio entre técnica, conceito e criatividade, promovendo um aprendizado dinâmico e alinhado à prática artística contemporânea.
Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico:
As metodologias de ensino e aprendizagem desta unidade curricular estão alinhadas com o modelo pedagógico do programa, que privilegia a prática laboratorial como eixo central da formação. A improvisação é abordada como um processo dinâmico que integra experimentação, reflexão crítica e aperfeiçoamento técnico, promovendo a autonomia do performer na tomada de decisões musicais em tempo real.
método: aprendizagem baseada na prática - estratégia - desenvolvimento de processos improvisatórios individuais e coletivos em contexto laboratorial - ferramentas - ensaios supervisionados, exercícios de improvisação com restrições específicas, análise de gravações de performances - os estudantes exploram diferentes abordagens de improvisação, testando soluções criativas e metodológicas em tempo real, de forma a integrar a improvisação no seu discurso musical
método: ensino colaborativo - estratégia - partilha de processos coletivos e experimentação de interação musical em grupo - ferramentas - sessões de improvisação orientadas, prática de escuta ativa, feedback em tempo real - a interação entre performers permite desenvolver a perceção musical no momento, favorecendo a adaptação, o diálogo musical e a tomada de decisão conjunta
método: investigação artística aplicada - estratégia - reflexão sobre o processo improvisatório e experimentação de novas abordagens criativas - ferramentas - registo e análise de ensaios, documentação de processos criativos, uso de tecnologias de apoio à improvisação - a improvisação é abordada como um laboratório de investigação, permitindo que os estudantes analisem o seu próprio processo criativo e identifiquem padrões e estratégias que podem ser aplicadas em diferentes contextos musicais
método: ensino por imersão - estratégia - residências artísticas e projetos de improvisação em tempo real - ferramentas - performance em tempo real, interação com músicos convidados, experimentação de improvisação em diferentes espaços e formações - a experiência imersiva permite aos estudantes aplicar os conhecimentos adquiridos em ambientes performativos reais, incentivando a criação espontânea e a adaptação a diferentes desafios artísticos
método: aprendizagem baseada em problemas - estratégia - identificação e resolução de desafios técnicos e expressivos na improvisação - ferramentas - exercícios de resposta a estímulos sonoros, improvisação sob constrangimentos estilísticos, experimentação com diferentes estruturas formais - o desenvolvimento da capacidade de resolver problemas improvisatórios fortalece a autonomia dos estudantes e a sua preparação para contextos de performance profissional
Estas metodologias garantem um percurso formativo sólido, permitindo que os estudantes desenvolvam uma abordagem criativa e reflexiva à improvisação, consolidem a sua identidade artística e adquiram competências essenciais para a prática performativa em tempo real.
Avaliação:
Os estudantes desenvolverão um projeto de improvisação, culminando numa apresentação pública de aproximadamente 15 minutos, onde demonstrarão as competências adquiridas ao longo da unidade curricular. A avaliação será contínua e baseada na execução, finalização e discussão do projeto.
Formato de Avaliação
- Performance improvisada ao vivo. Apresentação pública de improvisação com duração aproximada de 15 minutos, a ser realizada antes de 31 de maio, integrando abordagens e estratégias desenvolvidas ao longo da unidade. Após a performance, o estudante realizará uma exposição oral, refletindo sobre as escolhas criativas, metodológicas e conceptuais do projeto.
Critérios de Avaliação
1. Autoavaliação qualitativa. Realizada pelos próprios estudantes, incentivando a reflexão crítica sobre o seu percurso, identificando desafios, escolhas criativas e a evolução do projeto. 2. Avaliação quantitativa. Conduzida por um painel de três docentes, que analisam os aspetos técnicos, interpretativos e conceptuais do trabalho apresentado.
Este modelo assegura um equilíbrio entre prática e reflexão crítica, promovendo a autonomia artística e a experimentação dentro do universo da improvisação.
Os alunos que não obtenham aproveitamento na avaliação podem submeter uma nova versão da tarefa até 30 de junho.
Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:
As metodologias de ensino e avaliação da unidade curricular Práticas Improvisatórias estão alinhadas com os objetivos de aprendizagem, promovendo um equilíbrio entre experimentação prática, aperfeiçoamento técnico e reflexão crítica. A estrutura do curso privilegia a prática laboratorial, assegurando que os estudantes desenvolvem competências interpretativas e criativas em contextos reais de improvisação.
O1, que visa o desenvolvimento e domínio de competências técnicas e interpretativas na improvisação, é abordado através da aprendizagem baseada na prática. A realização de ensaios supervisionados e exercícios de improvisação com restrições específicas (M1) permite aos estudantes testar diferentes abordagens e consolidar conhecimentos técnicos em tempo real.
O2, que se centra na exploração de conceitos fundamentais para a criação em tempo real, é sustentado pelo ensino colaborativo. A partilha de processos coletivos e a prática de escuta ativa (M2) criam um ambiente propício à experimentação, incentivando a interação entre performers e o desenvolvimento de uma comunicação musical espontânea.
O3, que promove a ampliação do universo estético-performativo e conceptual do performer, é abordado através da investigação artística aplicada. A documentação de processos criativos e a experimentação de novas abordagens à improvisação (M3) proporcionam um espaço para a reflexão crítica e a construção de uma linguagem artística própria.
O4, que estimula a experimentação e a construção de uma comunicação artística através de pressupostos práticos e operatórios, é trabalhado através do ensino por imersão. A realização de pequenas residências artísticas (M4) permite aos estudantes aplicar os seus conhecimentos em contextos performativos reais, favorecendo a integração de diferentes estratégias de improvisação.
A avaliação está estruturada para refletir a diversidade de abordagens da unidade curricular. Os estudantes realizam um projeto de improvisação que culmina numa apresentação pública, garantindo a adaptação do formato às suas necessidades artísticas. A estrutura avaliativa inclui:
performance improvisada ao vivo - avalia diretamente a capacidade interpretativa, a criatividade e a coerência discursiva na improvisação (O1, O2) exposição oral - permite refletir sobre as escolhas criativas e metodológicas, reforçando a consciência crítica do processo improvisatório (O3, O4) autoavaliação qualitativa - incentiva a análise reflexiva do percurso individual, promovendo autonomia e consciência estética (O3, O4) avaliação quantitativa por um painel de docentes - assegura um julgamento rigoroso, considerando critérios técnicos, interpretativos e conceptuais (O1, O2, O3, O4)
Bibliografia de consulta/existência obrigatória:
Aguiar, A. (2012). Forma e Memória na Improvisação (Tese de Doutoramento). Universidade de Aveiro.
Clarke, E. F. (2005). Generative principles in music performance. In J. Sloboda (Ed.), Generative processes in music: The psychology of composition, performance, and improvisation (pp. 1-26). Oxford University Press.
Haymoz, J.-Y. (2014). Chanter sur le livre: Manuel pratique d'improvisation polyphonique. Éditions des Abbesses.
Kenny, B., & Gellrich, M. (2002). Improvisation. In R. Parncutt & G. McPherson (Eds.), The Science & Psychology of Music Performance (pp. 117-134). Oxford University Press.
Sanguinetti, G. (2012). The Art of Partimento: History, Theory, and Practice. Oxford University Press.
Sloboda, J. A. (Ed.). (2005). Generative Processes in Music: The Psychology of Composition, Performance, and Improvisation. Oxford University Press.
Stone-Davis, F. J. (2023). Improvisation in music and philosophical hermeneutics. Bloomsbury Academic.
Observações:
Esta UC destina-se a apoiar os doutorandos que pretendam realizar projetos que explorem ou incluam práticas improvisacionais. Os conteúdos e métodos serão ajustados em função do perfil dos alunos. A UC requer o mínimo de 3 inscrições para funcionar. A seleção dos docentes para lecionar esta unidade curricular será feita com base no perfil dos estudantes.